Ir para o conteúdo

Câmara Municipal de Matão e os cookies: nosso site usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar você concorda com a nossa Política de Cookies e Privacidade.
ACEITAR
PERSONALIZAR
Política de Cookies e Privacidade
Personalize as suas preferências de cookies.

Clique aqui e consulte nossas políticas.
Cookies necessários
Cookies de estatísticas
SALVAR
Notícias
MAR
01
01 MAR 2005
‘Seminário de Segurança Alimentar' conscientiza e indica atuações
receba notícias

‘Seminário de Segurança Alimentar' conscientiza e indica atuações

Mesa que integrou os trabalhos: representatividade marcou a composição.

Cidinho: presidente fará adequações à sua lei que permite criação do Conselho.

Bispo Dom Joviano

 

Deputado estadual Simão Pedro

 

Sinézio apresenta dados preocupantes

 

PLENÁRIO CHEIO - Seminário de Segurança Alimentar teve boa participação

O ‘2º Seminário de Segurança Alimentar em Matão' teve uma boa participação popular. Numa realização da Câmara e Prefeitura Municipal de Matão, o evento serviu de incentivo para a criação do ‘Conselho Municipal de Segurança Alimentar', proposta do presidente do Legislativo, Aparecido do Carmo de Souza (Cidinho), aprovada por unanimidade em 2003. A abertura foi feita por Cidinho e pelo prefeito Adauto Scardoelli.

O ‘2º Seminário' contou com discursos de Dom Joviano de Lima Júnior (bispo da Diocese de São Carlos), de Simão Pedro Chiovetti (de putado estadual pelo PT e secretário Agrário e de Acompanhamento do ‘Programa Fome Zero' em São Paulo ) e Sinézio Inácio Silva Júnior (famacêutico, bioquímico, sociólogo, doutor em Nutrição Humana Aplicada , professor da Uniara e coordenador da Agro-Indústria e Segurança Alimentar em Araraquara).

Participaram da Mesa o 2º secretário, Alcides Mendes, Marta Marischen (presidente da Apada, representando as entidades), padre Marcos Pião, Eduardo Aleixo (Educafro, São Paulo), Sebastião Donizete (vereador do PT em Américo Brasiliense ) e Wellington Diniz Monteiro (Fórum Paulista de Segurança Alimentar e assessor da Secretaria de Acompanhamento do ‘Fome Zero' em São Paulo. Wellington também discursou.

O QUE É O ‘FOME ZERO'?

O Programa ‘Fome Zero' é um conjunto de ações propícias para o Governo Federal compor uma Política Nacional de Segurança Alimentar com o combate a fome no país, de forma participativa. Sua elaboração envolveu especialistas, movimentos sociais e ONG's, nos diversos seminários e debates realizados ao longo de um ano. Para monitorar o ‘Fome Zero', o presidente Lula criou o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Segurança Alimentar e Nutricional é a garantia do acesso à comida, diariamente, em quantidade, qualidade e regularidade suficientes para nutrir e manter a saúde de uma pessoa. Esse é um direito básico da cidadania e deve estar associado à dignidade e ser garantido pelo Estado. Para a sua aplicabilidade, é necessário associar o objetivo da política às estratégias de desenvolvimento econômico e social que garantam um equilíbrio e a inclusão social.

Outro mecanismo seria criar um novo modelo de desenvolvimento econômico que privilegie o crescimento com distribuição de renda, de modo a recuperar o mercado interno do país com geração de empregos, melhoria dos salários e recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo. Também é importante adotar políticas diretas para atender as famílias necessitadas que diariamente sofrem com a fome e com a pobreza.

PROGRAMAS DISPONÍVEIS

O Programa ‘Fome Zero', instituído oficialmente no dia 30 de janeiro de 2003, toma como base a associação de três grupos de políticas: estruturais, específicas e locais. Alguns programas já foram instituídos, sendo eles: Bolsa Família; Benefício Assistencial de Prestação Continuada; Programa de Atenção Integral à Família (Casa das Famílias); Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

Dentro da assistência social também estão disponíveis o Programa de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Sentinela); Agente Jovem de Desenvolvimento; Proteção Social Básica e Específica à Pessoa Idosa; Proteção Social Básica à Criança de zero à seis anos e Proteção Social Básica e Especial para Pessoas com Deficiências.

No setor da segurança alimentar, estão o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar; os Restaurantes Populares; o Banco de Alimentos; Programa de Agricultura Urbana; Cozinha Comunitária; Feiras e Mercados Populares e Agroindústria Cooperativa e Solidária. No campo das parcerias pode ser aplicada a Articulação de Parcerias para Ações do Fome Zero.

PELO CONSELHO MUNICIPAL

Em Matão, o atual presidente da Câmara, Cidinho, disponibilizou por lei aprovada por unanimidade em 2003, a criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar. “Considerando que comida é um direito e não fruto de caridade, nem instrumento de uso político, desejo a implantação deste Conselho”, diz Cidinho. O presidente da Câmara providenciará algumas mudanças na sua lei para adequar novas normas estabelecidas pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

“Continuaremos nossos trabalhos para conseguir nossos objetivos, dentre os quais o acionamento dos Departamentos competentes da Prefeitura Municipal”, relata ele, que espera a criação do Conselho. O prefeito Adauto Scardoelli compreende a necessidade de ações conjuntas no combate a fome. “A Prefeitura será parceira de mecanismos que visam extingüir a fome e garantir os avanços nas ações sociais”, comentou ele.

O deputado estadual Simão Pedro também se mostrou favorável a apoiar as iniciativas do Programa Fome Zero em Matão “Estamos firmes no debate da Segurança Alimentar, propondo a criação de um Programa Estadual que garanta ações para que cidadãos tenham acesso à uma alimentação saudável. Nosso projeto que propõe ações de combate à obesidade já virou referência para as instituições que trabalham com o tema”, comenta Simão Pedro.

Sinézio apresenta dados preocupantes

Desnutrição e obesidade são destacadas pelo palestrante.

Sinézio: “14 milhões de crianças morrem por ano no mundo devido a fome“.

De acordo com os dados apresentados por Sinézio Inácio Silva Júnior no Seminário, 14 milhões de crianças morrem por ano vítimas de doenças relacionadas à fome, o que equivale a 24 por minuto ou três aviões ‘Jumbos' (747 da Boeing) cheios de crianças a cada hora, todo dia, todo o ano. Sinézio mostrou que a humanidade consome 3,5 bilhões de toneladas de petróleo por ano; para substituir essa quantia por biomassa, seria necessária uma área equivalente ao Brasil.

“Então, a mesma área atualmente usada no mundo para a produção de alimentos seria necessária”, compara Sinézio. Há ainda, segundo a Embrapa, uma disponibilidade de 90 milhões de hectares a serem aproveitados sem maiores impactos ambientais (a área ocupada para a produção de álcool é menor que 3% do que essa disponível). “Diante desses dados, espera-se uma grande concorrência pela terra entre a produção de álcool e a de alimentos. É preciso ter uma política agrária, agrícola e energética nem delineada”, aponta Sinézio.

DESNUTRIÇÃO E OBESIDADE

A morbidade nutricional de maior prevalência no mundo é a anemia ferropriva (por falta de ferro na alimentação), prejudicando o desenvolvimento físico e cognitivo; e a falta de vitamina A é um problema de grandes proporções, predispondo, por exemplo, a infecções respiratórias nas crianças.

Apesar da desnutrição no mundo ter diminuído em termos relativos, em termos absolutos aumentou, especialmente na África e apesar da fome em qualquer dimensão ser um dos maiores maior atentados morais e físicos à humanidade, no Brasil a desnutrição vem declinando e aumentando, por outro lado, a obesidade, especialmente entre os mais pobres e menos escolarizados e informados.

A obesidade e a má alimentação predispõe a diversas morbidades crônicas: diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, hipertensão, alguns tipos de câncer. A própria desnutrição pregressa (aqueles que passaram fome na infância) predispõe mais facilmente ao desenvolvimento de obesidade na idade adulta (existiria uma programação metabólica adquirida na fase de privação)

Galerias de Fotos Vinculadas
01/03/2005
‘Seminário de Segurança Alimentar' conscientiza e indica atuações
Ver Mais Fotos
Seta