Selo “Empresa Amiga do Deficiente”, em estudos na Câmara
Os vereadores deverão votar na sessão de segunda-feira, o Projeto de Lei nª 89, criando no município de Matão o selo Empresa Amiga do Deficiente”. Segundo o autor da matéria, vereador José Guilherme Monteiro de Castro, o selo seria concedido anualmente a empresas por indicação da Associação dos Deficientes de Matão – ADEMA, que se destacarem no apoio às entidades, ligadas ao terceiro setor. O reconhecimento aconteceria em solenidade no Dia Municipal das Pessoas Portadoras de Deficiências.
Destaca o Projeto que o selo constaria de um certificado fornecido a cada empresa pelo Poder Legislativo, com o Brasão do Município, o logotipo do Câmara e o símbolo universal de acessibilidade, o mesmo da ADEMA. E com assinatura do presidente da Câmara e do presidente da entidade.
Destaca o artigo 4º do Projeto que “as empresas que receberam o selo ficam autorizadas a fazerem menção do certificado em seus estabelecimentos industriais, comerciais e prestação de serviços, como também em qualquer outro meio que julgarem conveniente para divulga-lo”.
Atitude exemplar
Entre as empresas sensíveis ao aproveitamento do deficiente, destaca-se o Supermercado Gimenes.
“É o espírito cultivado pela empresa. Aqui trabalham em setores diferentes 8 funcionários deficientes, todos eles com eficiência e dedicação. Acreditamos que assim agem, porque se sentem valorizados e também úteis ao trabalho”, avaliou o gerente do Supermercado, Pedro Cassalli Filho. E exemplificou: Cleonice Aparecida Maldonado, no setor de frios, é a “Funcionária do Mês”. Claudinei Marini atua na reposição de mercadorias, há 5 anos e “querido por todos”, segundo os colegas. Os demais contratados: Olicimar E. Pavini, Aparecida R. Lucílio, Fabiana Aparecida Felippe, Neusa Silveira, Lucileni A. Borin e Adriano Henrique Selestrino.
“Aos 25 anos de idade, ocupo o meu primeiro emprego como caixa do Supermercado Gimenes. Isso prova que, de fato, o Sol nasceu prá todos e que a esperança não pode morrer. Que a minha mensagem chegue a tantas outras pessoas deficientes, como eu, mas que ainda não encontraram o seu lugar. Mas esse dia chegará”, afirma Adriano, um dos fundadores da ADEMA e há 15 dias no quadro e funcionários da empresa.
Visitado pelo vereador José Guilherme, Pedro Cassalli Filho disse que, inicialmente o deficiente cumpre 110 horas/mês de trabalho, dobrando para 220 horas em pouco tempo.
Frisou que a atitude da empresa jamais pode ser encarada como um favor aos 8 contratados e, sim, o pagamento pelo trabalho prestado